Me identifico demais com este poema de Alziro Zarour...
POEMA DO BREVE EXÍLIO
Quem foi que disse
que me conhece?
Certamente foi alguém que
também não se conhece.
Meu passo é lento
e, entretanto, eu sou veloz
como um pássaro na altura.
Meu olhar é restrito
e entretanto, eu vejo além
de planetas e de estrelas,
como um telescópio vivo.
Tenho saudade da Pátria Etérea,
porque lá é que eu sou Eu,
sem chumbo nos pés,
sem areia nos olhos.
Estou aqui de passagem,
e ninguém sabe.
Quem foi que disse
que me conhece?
Irmãos,
eu vos estranho,
e até me estranho entre vós.
Sabeis quem sou?
É claro que não sabeis.
Tão cedo não sabereis
nem, ao menos, quem sois vós.
Vossa terra é grosseira,
vosso corpo é um sudário.
Como é que podereis amar
o vosso amor sem materialidades?
Pois não conheceis o Amor,
sem calos nas mãos,
sem espinhas no rosto,
sem dentes cariados,
sem nervos nem ciúmes,
sem palavras de mau hálito.
Um dia,
conhecereis o Amor
sem moléstias venéreas.
Quem foi que disse
que me conhece?
Nem meu pai,
nem minha mãe,
nem meus irmãos,
nem parentes nem vizinhos,
nem psicólogos de esquina.
Talvez Alguém
de outros tempos,
de outras esferas,
do Espaço Infinito,
talvez.
Estou exilado entre vós,
até um dia,
que só Deus sabe.
Estou aqui de passagem,
por pouco tempo,
e ninguém sabe.
Quem foi que disse
que me conhece?
Nem eu me conheço mais,
na vossa terra grosseira,
eu que tenho 2.000 anos
já feitos e bem vividos.
Estas não são minhas faces,
não são estas minhas mãos,
meu corpo não é assim.
Eu me lembro
do que sou na realidade,
não é nada disto aqui
que vós todos abraçais.
Nem minha voz é a voz
que o microfone transmite,
em ondas curtas e médias.
Quem foi que disse
que me conhece?
E a quem poderei amar?
Vosso amor é algo torpe,
algo grotesco,
não é Amor.
Ah! Agora me lembro bem
que desci por pouco tempo,
exilado na missão
de vos dizer algo mais
da Pátria Etérea que habito.
Alegrai-vos, irmãos puros,
porque vos conduzirão
à Terra da Promissão,
que Deus fez só para os bons.
Mas, até lá, eu me estranho,
e não me conheço mais,
eu que tenho 2.000 anos
já feitos e bem vividos.
Quem foi que disse
que me conhece?
Certamente foi alguém
que também não se conhece.
A quem me lê e me ouve,
Um beijo.
ALANA.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Mudança
Eu sou uma pessoa de mudanças. Acho saudável a gente se reinventar. Deve ser muito triste alguém com manias e rotinas fazendo de todos os dias uma cópia do dia anterior. E eu estou sempre mudando a cor do cabelo ,o prato preferido, as músicas no ipod. E ontem mudei de casa. Confesso que só de pensar nisso, me dava uma certa preguiça. Nao o fato de mudar, mas o processo da mudança. Caixas,empacotar coisas,embrulhar, tirar tudo do lugar…pó…espirros..olho coçando…polaramine.
Mas eu precisava mudar e mudei. De meio-dia à 01:00h da manhã eu não parei um minutinho sequer. Fiquei na função. E a parte boa mas a mais difícil é a de decidir o que vai levar com você e o que vai ficar na casa velha, no passado. Eu até tento me despreender de “coisas”….mas aí achei uma blusa que não usava há uns 10 anos, só que fui tão feliz na época que usei…e sei que se levar ela comigo, ela vai ficar lá ocupando espaço, mas meu coração vai ficar feliz de ela estar ali cúmplice. E assim foi não só com uma blusa..mas com disco que detestei mas ganhei de amigo querido, ou sapato que nunca usei mas ganhei do meu pai e sei o quanto ele tentou acertar quando comprou pra mim…. E lá fui eu enchendo malas e caixas…
Por que é tão difícil de desapegar das coisas? Eu não faço coleção de nada,já me desfiz há anos da minha coleção de papel de carta hehe(e confesso tenho saudades dela,rs) . Eu tinha uma coleção de mais de 500 cds maravilhosos e foram roubados. Meu primeiro violão foi quebrado em pedacinhos pela namorada ciumenta de um amigo.. (é…vontade de quebrar outro na cabeça dela…eu sei) Tem coisas que a gente dá ou joga fora, depois nem lembra. Ou fica anos sem usar, mas quando se desfaz, no dia seguinte vai precisar. (Sem falar naquelas roupas que a gente dá e cinco anos depois voltam à moda.) E tem coisas que nos acompanham pela vida…como alguns amigos queridos..que a gente pode não ver nem falar por anos, mas continuam ali. E lembranças…e memórias… que ficam fotografadas e ninguém pode rasgar ou tirar de você. Essas eu coleciono várias.
Ontem eu me desfiz de malas e várias caixas de coisas…hoje vi algumas das caixas sendo recolhidas por um catatador de papelão. E vi elas abertas na calçada.Tá tudo bem. Elas podem ir, as lembranças vão ficar.
Tenho saudades dos meu playmobil…mas se eu os tivesse em caixas até hoje, não teria saudades, não é?
A quem me lê e me ouve,
Um beijo.
Alana.
Mas eu precisava mudar e mudei. De meio-dia à 01:00h da manhã eu não parei um minutinho sequer. Fiquei na função. E a parte boa mas a mais difícil é a de decidir o que vai levar com você e o que vai ficar na casa velha, no passado. Eu até tento me despreender de “coisas”….mas aí achei uma blusa que não usava há uns 10 anos, só que fui tão feliz na época que usei…e sei que se levar ela comigo, ela vai ficar lá ocupando espaço, mas meu coração vai ficar feliz de ela estar ali cúmplice. E assim foi não só com uma blusa..mas com disco que detestei mas ganhei de amigo querido, ou sapato que nunca usei mas ganhei do meu pai e sei o quanto ele tentou acertar quando comprou pra mim…. E lá fui eu enchendo malas e caixas…
Por que é tão difícil de desapegar das coisas? Eu não faço coleção de nada,já me desfiz há anos da minha coleção de papel de carta hehe(e confesso tenho saudades dela,rs) . Eu tinha uma coleção de mais de 500 cds maravilhosos e foram roubados. Meu primeiro violão foi quebrado em pedacinhos pela namorada ciumenta de um amigo.. (é…vontade de quebrar outro na cabeça dela…eu sei) Tem coisas que a gente dá ou joga fora, depois nem lembra. Ou fica anos sem usar, mas quando se desfaz, no dia seguinte vai precisar. (Sem falar naquelas roupas que a gente dá e cinco anos depois voltam à moda.) E tem coisas que nos acompanham pela vida…como alguns amigos queridos..que a gente pode não ver nem falar por anos, mas continuam ali. E lembranças…e memórias… que ficam fotografadas e ninguém pode rasgar ou tirar de você. Essas eu coleciono várias.
Ontem eu me desfiz de malas e várias caixas de coisas…hoje vi algumas das caixas sendo recolhidas por um catatador de papelão. E vi elas abertas na calçada.Tá tudo bem. Elas podem ir, as lembranças vão ficar.
Tenho saudades dos meu playmobil…mas se eu os tivesse em caixas até hoje, não teria saudades, não é?
A quem me lê e me ouve,
Um beijo.
Alana.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Cilada!
Viajar é sempre o máximo! Planejar e ficar na expectativa também. Só que eu tive um sonho que eu ia sofrer um acidente na viagem. E esquecendo disso, no mesmo dia comprei a passagem.
Enfim, eu ia encarar, se fosse pra morrer, tava tudo certo. Tava preparada.
Só odeio fazer mala. Ainda não acredito quando alguém diz que adora fazer mala. Credo. Se eu pusesse, viajava só com a roupa do corpo, comprava tudo lá e depois voltava do mesmo jeito.
Aí chega o grande dia! Antigamente pra viajar de avião as pessoas se emperequetavam todas. Agora é um tênis, jeans…e se bobear umas Hawaianas..rs…Mas eu fui ajeitadinha….afinal…se o avião caísse mesmo…rs
E chegou meu dia de ir pra minha terrinha, Joinville City..visitar minha family, amigos..fazer uns business. Ou…o dia de voltar para o “Além”.
Fui pela Gol..cheguei lá aquela fila de outro mundo…aliás, que quase chega ao outro mundo mesmo. Não sei porque a gente chega cedo pro check in. Se chegarmos em cima da hora, te passam na frente!
Mas tava eu lá na filona e como era o dia seguinte da Fórmula 1 aqui, a fila toda usava boné da Ferrari e uma mochilinha com cara de brinde de quem foi. E todo mundo se achando ainda, haha. E nem era excursão.
E sabe que toda hora parecia que eu via a Stephany do Crossfox ? Mas acho que todo mundo tem cara da Stephany, rs. E eu nem tava na rodoviária.(veneninho...sorry)
Saio do check in e passo no “raio x”e me sinto parte daquele quadro do Zorra Total. Só falta tirar a meia, porque tudo apita!
Bom…quatro horas depois vem o aviso que meu vôo tinha sido cancelado. Hahahha tudo bem…mais horas de vida..rs. Aí senta um mala do meu lado e depois de meia hora de encheção, penso que a morte não seria algo tão horrível.rsss Levanto para comprar uma água de coco que custava 10 reais!!!!
Entro no avião e o piloto já avisa que vamos passar por turbulências. E que o teto do aeroporto de Joinville estava fechado, e que iríamos pra Ctba.
Na hora do sacudidão no avião, estavam fazendo o serviço de bordo e começa a cair tudo. Pensei: que droga, vou morrer com fomeeee!
E lembrei que não fiz testamento! Minhas guitarras, vilões..pra quem eu ia deixar??? E a música perfeita para o momento também era importante: corri pra achar uma música legal no ipod! Shakira? Naooo!!!Beyonce??? naooo..Jokerman do Bob Dylan? Hummmm faria sentido...mas eu queria uma do Elvis. Até porque foi o pacto que fiz com Deus...se cada um encontra o que espera encontrar do outro lado...eu quero acordar num show do Elvis, ele me puxando pro palco e cantando : “ I cant help falling in Love with you”. Realmente eu teria certeza que estaria no Paraíso..rs
Tudo pronto. Eu estava preparada. E de repente, tudo passa, serviço de bordo recomeça e eu ganho meu suco e 1 cookie. Depois de tudo isso eu ganho 1 cookie????
Mas até que foi um dos melhores cookies que já comi. E a viagem foi ótima!
A quem me lê e me ouve,
Um beijo.
ALANA.
Enfim, eu ia encarar, se fosse pra morrer, tava tudo certo. Tava preparada.
Só odeio fazer mala. Ainda não acredito quando alguém diz que adora fazer mala. Credo. Se eu pusesse, viajava só com a roupa do corpo, comprava tudo lá e depois voltava do mesmo jeito.
Aí chega o grande dia! Antigamente pra viajar de avião as pessoas se emperequetavam todas. Agora é um tênis, jeans…e se bobear umas Hawaianas..rs…Mas eu fui ajeitadinha….afinal…se o avião caísse mesmo…rs
E chegou meu dia de ir pra minha terrinha, Joinville City..visitar minha family, amigos..fazer uns business. Ou…o dia de voltar para o “Além”.
Fui pela Gol..cheguei lá aquela fila de outro mundo…aliás, que quase chega ao outro mundo mesmo. Não sei porque a gente chega cedo pro check in. Se chegarmos em cima da hora, te passam na frente!
Mas tava eu lá na filona e como era o dia seguinte da Fórmula 1 aqui, a fila toda usava boné da Ferrari e uma mochilinha com cara de brinde de quem foi. E todo mundo se achando ainda, haha. E nem era excursão.
E sabe que toda hora parecia que eu via a Stephany do Crossfox ? Mas acho que todo mundo tem cara da Stephany, rs. E eu nem tava na rodoviária.(veneninho...sorry)
Saio do check in e passo no “raio x”e me sinto parte daquele quadro do Zorra Total. Só falta tirar a meia, porque tudo apita!
Bom…quatro horas depois vem o aviso que meu vôo tinha sido cancelado. Hahahha tudo bem…mais horas de vida..rs. Aí senta um mala do meu lado e depois de meia hora de encheção, penso que a morte não seria algo tão horrível.rsss Levanto para comprar uma água de coco que custava 10 reais!!!!
Entro no avião e o piloto já avisa que vamos passar por turbulências. E que o teto do aeroporto de Joinville estava fechado, e que iríamos pra Ctba.
Na hora do sacudidão no avião, estavam fazendo o serviço de bordo e começa a cair tudo. Pensei: que droga, vou morrer com fomeeee!
E lembrei que não fiz testamento! Minhas guitarras, vilões..pra quem eu ia deixar??? E a música perfeita para o momento também era importante: corri pra achar uma música legal no ipod! Shakira? Naooo!!!Beyonce??? naooo..Jokerman do Bob Dylan? Hummmm faria sentido...mas eu queria uma do Elvis. Até porque foi o pacto que fiz com Deus...se cada um encontra o que espera encontrar do outro lado...eu quero acordar num show do Elvis, ele me puxando pro palco e cantando : “ I cant help falling in Love with you”. Realmente eu teria certeza que estaria no Paraíso..rs
Tudo pronto. Eu estava preparada. E de repente, tudo passa, serviço de bordo recomeça e eu ganho meu suco e 1 cookie. Depois de tudo isso eu ganho 1 cookie????
Mas até que foi um dos melhores cookies que já comi. E a viagem foi ótima!
A quem me lê e me ouve,
Um beijo.
ALANA.
sábado, 17 de outubro de 2009
CHIP-PAL
Eu sou fanática por internet. Acho um mundo paralelo à disposição que só não aproveita quem nao quer ou ainda nao entendeu o poder da coisa.
Mas eu sinto falta de cartas! Eu sempre escrevi muita carta.E a coleção de papel de cartas então?Pastas e pastas. Meus pais já eram experts em comprar quando viajavam porque TINHAM que trazer papel de carta.Até hoje o cheirinho deles me dá saudadinha. Escrevia quando criança para minha tia e prima que moram no Rio. Conheci um amigo paulista numa viagem quando tinha uns 11 anos e trocamos cartas por anos! Outra amiga de Campo Grande também. E por causa disso somos amigos até hoje. Agora por MSN, claro.
E meu sonho de sortear uma carta naquela montanha de envelopes no show da XUXA??? Aquela chuva de cartinhas? E quando eu participava, mandava um envelope de uma cor bem berrante pra tentar reconhecer na TV e ficar torcendo! Claro que todo mundo tinha a mesma idéia! Hahaha. Às vezes funcionava. Hoje a gente torce como? Se concorre pelo celular, torce pelos micromegatronsplotchips?
Uma vez perguntei pra minha amiga Lu se ela não tinha um amigo que eu não conhecesse e morasse longe pra eu escrever. Na maior cara de pau escrevi e ficamos amigos por cartas. Ele me mandou até um vasinho de violetas quando me formei no colegial. Era de Porto Alegre. (Não esqueçam que eu morava em Joinville.) Era o máximo ficar esperando as cartinhas chegarem. A primeira coisa que eu fazia quando chegava do colégio era checar a caixinha do correio. Bom… aí eu estava passando as ferias na praia em Piçarras e numa baladinha chega uma menina minúscula e diz: “Você é a Alana? E sou a namorada do Günther!” E eu, que nao tinha interesse romântic o no meu pen-pal, apenas o barato de trocar cartas, disse: Que legal! Manda um beijo pra ele! E ela saiu revoltadíssima. Gunther nunca mais me escreveu. Um tempo depois descobri que ela voltou para Porto Alegre dizendo pra ele que eu era uma baranga banhuda e cheia de espinhas, que cuspia cobras e mancava. Hahahahahaahahhahahha Totalmente excelente, como diz meu amigo Athos.
Hoje eu só pego uma caneta para assinar meu nome, fazer dedicatórias ou compor música….e olha que isso eu tenho feito direto no computador também! Parece que a mão não corresponde mais à velocidade do raciocínio.
Não tem mais volta. Assim como o telégrafo.Mas pombo-correio podia voltar à ativa, ne? Tem tanto pombo nessa São Paulo que podiam dar uma utilidade pra eles! Haha
A quem me lê e me ouve,
Um beijo.
ALANA.
Mas eu sinto falta de cartas! Eu sempre escrevi muita carta.E a coleção de papel de cartas então?Pastas e pastas. Meus pais já eram experts em comprar quando viajavam porque TINHAM que trazer papel de carta.Até hoje o cheirinho deles me dá saudadinha. Escrevia quando criança para minha tia e prima que moram no Rio. Conheci um amigo paulista numa viagem quando tinha uns 11 anos e trocamos cartas por anos! Outra amiga de Campo Grande também. E por causa disso somos amigos até hoje. Agora por MSN, claro.
E meu sonho de sortear uma carta naquela montanha de envelopes no show da XUXA??? Aquela chuva de cartinhas? E quando eu participava, mandava um envelope de uma cor bem berrante pra tentar reconhecer na TV e ficar torcendo! Claro que todo mundo tinha a mesma idéia! Hahaha. Às vezes funcionava. Hoje a gente torce como? Se concorre pelo celular, torce pelos micromegatronsplotchips?
Uma vez perguntei pra minha amiga Lu se ela não tinha um amigo que eu não conhecesse e morasse longe pra eu escrever. Na maior cara de pau escrevi e ficamos amigos por cartas. Ele me mandou até um vasinho de violetas quando me formei no colegial. Era de Porto Alegre. (Não esqueçam que eu morava em Joinville.) Era o máximo ficar esperando as cartinhas chegarem. A primeira coisa que eu fazia quando chegava do colégio era checar a caixinha do correio. Bom… aí eu estava passando as ferias na praia em Piçarras e numa baladinha chega uma menina minúscula e diz: “Você é a Alana? E sou a namorada do Günther!” E eu, que nao tinha interesse romântic o no meu pen-pal, apenas o barato de trocar cartas, disse: Que legal! Manda um beijo pra ele! E ela saiu revoltadíssima. Gunther nunca mais me escreveu. Um tempo depois descobri que ela voltou para Porto Alegre dizendo pra ele que eu era uma baranga banhuda e cheia de espinhas, que cuspia cobras e mancava. Hahahahahaahahhahahha Totalmente excelente, como diz meu amigo Athos.
Hoje eu só pego uma caneta para assinar meu nome, fazer dedicatórias ou compor música….e olha que isso eu tenho feito direto no computador também! Parece que a mão não corresponde mais à velocidade do raciocínio.
Não tem mais volta. Assim como o telégrafo.Mas pombo-correio podia voltar à ativa, ne? Tem tanto pombo nessa São Paulo que podiam dar uma utilidade pra eles! Haha
A quem me lê e me ouve,
Um beijo.
ALANA.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
DESABAFO
Eu escrevi uma música para meus pais há alguns meses. Na verdade é como se fosse para meu pai cantar para minha mãe. Tivemos na minha família, e quando digo minha família, sou eu, minha irmã, pai e mãe, um problema muito sério que mudou nossas vidas. Foi em 22 de junho de 1996. Não posso ainda falar sobre isso aqui, porque ainda não estou preparada (apesar de fazer muito tempo) pra falar sobre isso nem comigo mesma. Não sobre o fato em si, mas sobre as conseqüências emocionais causadas a todos nós. Ou pelo menos a mim, não sei. Nunca conversei sobre isso com eles, nem com ninguém. E não acho que quero.
Este desabafo é pra falar sobre o amor, que às vezes acredito ser possível, que já desacreditei, às vezes tenho raiva de sentir, às vezes queria não ter sentido nunca. Mas na maioria das vezes, daria meu braço direito para sentir ou ter algo próximo do amor que meu pai sente por minha mãe. É daqueles que a gente vê em filme, que acha que só existem nos livros. Claro que eles têm adversidades, mas o que sempre prevalece é o respeito, o amor.
E inspirada neles, escrevi essa canção...que para vocês aqui, sem a melodia...será apenas um poema. Não tem nome pois como sabem,não gosto de rótulos. Ela é apenas sentimento.
Estamos aqui depois do que passamos
Sempre juntos por todos esses anos
E o peso das coisas não ditas
Fortalece e encarece a vida
Diz se eu sou como você pensava
Você é tudo que eu imaginava
Vou seguir por outra dimensão
Vem comigo, segura na mão
Tudo vai passar
Rosto vai mudar
Corpo vai se cansar..
Mas não do seu olhar
Eu vou falar a língua dos anjos
Pra nascer de novo e recomeçar
Chega pra cá
Pula pra lá
O lar é sempre onde você está
Pode mudar,pode viver
Vou estar com você.
Há um mar de lembranças pra ter
Juntos vimos o amor crescer
Sol se pondo, chegando o luar
Sei que nunca vai dar pra esquecer
E tristezas vem sempre e vão
Sem silêncio não existe canção
Sem o escuro não enxergo as estrelas
E quem é que não quer isso, não?
A quem me lê e me ouve,
Um beijo
ALANA.
Este desabafo é pra falar sobre o amor, que às vezes acredito ser possível, que já desacreditei, às vezes tenho raiva de sentir, às vezes queria não ter sentido nunca. Mas na maioria das vezes, daria meu braço direito para sentir ou ter algo próximo do amor que meu pai sente por minha mãe. É daqueles que a gente vê em filme, que acha que só existem nos livros. Claro que eles têm adversidades, mas o que sempre prevalece é o respeito, o amor.
E inspirada neles, escrevi essa canção...que para vocês aqui, sem a melodia...será apenas um poema. Não tem nome pois como sabem,não gosto de rótulos. Ela é apenas sentimento.
Estamos aqui depois do que passamos
Sempre juntos por todos esses anos
E o peso das coisas não ditas
Fortalece e encarece a vida
Diz se eu sou como você pensava
Você é tudo que eu imaginava
Vou seguir por outra dimensão
Vem comigo, segura na mão
Tudo vai passar
Rosto vai mudar
Corpo vai se cansar..
Mas não do seu olhar
Eu vou falar a língua dos anjos
Pra nascer de novo e recomeçar
Chega pra cá
Pula pra lá
O lar é sempre onde você está
Pode mudar,pode viver
Vou estar com você.
Há um mar de lembranças pra ter
Juntos vimos o amor crescer
Sol se pondo, chegando o luar
Sei que nunca vai dar pra esquecer
E tristezas vem sempre e vão
Sem silêncio não existe canção
Sem o escuro não enxergo as estrelas
E quem é que não quer isso, não?
A quem me lê e me ouve,
Um beijo
ALANA.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
VONTADE DE HOJE PROMESSA DE AMANHÃ

Todo mundo faz lista de promessas de ano novo? Eu nem faço porque todo ano é sempre a mesma: academia! Quanto a outras coisas, costumo sempre ir atrás do que quero ou tenho vontade. Eu tento, pelo menos. Não gosto de listas. Nem lista de supermercado eu faço. Compro o que eu lembro que falta ou o que tô com vontade na hora. Odeio agenda também. E leio as revistas de trás pra frente. Tenho péssima memória pra nomes de todos e de tudo. E confessar as esquisitices aqui é libertador, rs. E já que comecei: eu olho embaixo da cama toda noite antes de dormir. Fu fu fu fu! Falei!
Mas tenho pensado em coisas que quero fazer antes de partir desse mundo cão. Eu juro que queria fazer uma lista de umas cem coisas. Mas não consigo...não sei qual é esse bloqueio. Mas então fiquei fazendo um brainstorm e tem algumas coisas que quero fazer: andar de balão e ir à África. Hummm... andar de balão na Àfrica!
Outra coisa eu preciso, não é nem que eu queira. Mas preciso desbloquear e ir a uma praia de nudismo. Uma vez estava no Tahiti, e lá o topless é normal, usar biquíni que não é. Eu até tentei, tirei e fiquei deitada de barriga pra baixo um tempão.Torrei e não tive coragem nem de ir nem até a água. Então, algum dia, no inverno quando não tiver ninguém, quem saiba eu consiga! É um bloqueio que preciso superar. (Ou não.)
Conseguir correr uns 10km sem ficar esbaforida com meu pulmão pendurado pra fora do corpo é outro item. (Segunda eu começo?)
Voltar a tocar piano seria muito bom também. (Alguém conhece um bom professor aqui perto de casa?)
E fundar uma instituição eficiente pra crianças e idosos...Mas essa está realmente meio distante.
Fora as ambições profissionais, acho que minha não-lista se resume a isso.
Por que a gente enrola tanto pra fazer as coisas que tem vontade, né? Tem coisas um pouco complexas, que dependem de grana também, mas outras são tão simples.
Quais são as suas?
A quem me lê e me ouve,
Um beijo.
ALANA.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Eu tenho medo de supermercado
Eu sou daquelas pessoas que atraem acontecimentos bizarros e o impossível sempre está à espreita.
Minha vida é uma pegadinha constante e quando saio de casa já me preparo. Mas sabe que eu me sinto muito protegida e devo dar um trabalho enorme aos anjinhos da guarda, ne? E devem reclamar de hora extra. Eu devo estar ficando bem famosa nos programas de vídeo cacetadas no Além.
Eu posso estar sentada na última fila de show de mágico, posso estar distraída no meio da rua, posso estar na academia, no supermercado...mas se for para algum evento bizarro acontecer: o Universo conclama: chamem a ALANA!!
Rifa, sorteio, jogo do bicho, achar dinheiro na rua, vaga em shopping lotado...é comigo mesma!!
Porém, existe o outro lado não tão divertido. Ando meio traumatizada com supermercados. Sempre algo acontece quando vou.
Caso bizarro 1: Tem dois supermercados perto de casa. Compre Bem , que eu detesto mas é na esquina e dá pra ir a pé. E o Pão de Açúcar, que é menos pior e menos perto mas prefiro. Na penúltima vez que fui ao primeiro...um idoso de uns 85 anos passa por mim e a menos de 1 metro de distância começa a gritar olhando pra mim: LOIRAAAA LOIRAAA LOIRAAAAA!! Claro que todo mundo olha achando que eu tinha feito alguma coisa. Fui logo pro caixa, só podia ser maluco. Até a hora que eu fui embora, ele continuava gritando.
Caso Bizarro 2: Na última vez que fui ao Compre Bem, chego ao caixa lotada de compras e na hora de empacotar não tinha sacolinhas. Pedi e o caixa mal humorado me dá UMA. Eu educamente pedi: você pode me dar mais algumas? Ele olha pra cima de saco cheio e joga mais UMA em cima do balcão. Eu: “moço, estou levando muita coisa, você quer que eu leve como?” Ele fez de conta que não ouviu. Eu pego um bolo de sacolinhas no caixa de trás, dou pra ele e digo: “você deve estar precisando mais do que eu”. Eu pago e ele joga o troco em cima de mim. O que você faz???????? Chama o gerente! Cadê o gerente?? Não tem!!!! GRRRRRRRRRRRRR AAAAAAAAAAAAAAA EU ODEIOOOO O COMPRE BEM COM TODAS AS MINHAS FORÇAS!!!
Caso Bizarro 3: Ontem estava pagando no caixa do Pão de Açúcar e chega um casal atrás de mim. Na verdade eu nem olho pro lado, sou meio tímida então sou super na minha. Mas percebi que era um casal bonito quando começaram a discutir. E cada vez mais alto. E aí percebi que estavam brigando por minha causa. O cara era um imbecil galinhão que pelo jeito não tava respeitando a mulher dele. Enfim..mó barraco! O caixa super sem graça me olhando com solidariedade e o empacotador ligando na velocidade máxima pra eu sair dali rápido. E eu saí dali rapidinho, antes que eu me metesse na briga por estarem falando da minha pessoa.
E teve também o caso de eu estar entrando no estacionamento no Frei Caneca e a cancela tossir e pedir desculpas..quando eu estava pegando o ticket. (e não, não era o programa do L. Huck..ele ainda não tinha esse qudro..rs)
São taaantos casos que só escrevendo um livro.
A quem me lê e me ouve,
Um beijo,
ALANA.
Minha vida é uma pegadinha constante e quando saio de casa já me preparo. Mas sabe que eu me sinto muito protegida e devo dar um trabalho enorme aos anjinhos da guarda, ne? E devem reclamar de hora extra. Eu devo estar ficando bem famosa nos programas de vídeo cacetadas no Além.
Eu posso estar sentada na última fila de show de mágico, posso estar distraída no meio da rua, posso estar na academia, no supermercado...mas se for para algum evento bizarro acontecer: o Universo conclama: chamem a ALANA!!
Rifa, sorteio, jogo do bicho, achar dinheiro na rua, vaga em shopping lotado...é comigo mesma!!
Porém, existe o outro lado não tão divertido. Ando meio traumatizada com supermercados. Sempre algo acontece quando vou.
Caso bizarro 1: Tem dois supermercados perto de casa. Compre Bem , que eu detesto mas é na esquina e dá pra ir a pé. E o Pão de Açúcar, que é menos pior e menos perto mas prefiro. Na penúltima vez que fui ao primeiro...um idoso de uns 85 anos passa por mim e a menos de 1 metro de distância começa a gritar olhando pra mim: LOIRAAAA LOIRAAA LOIRAAAAA!! Claro que todo mundo olha achando que eu tinha feito alguma coisa. Fui logo pro caixa, só podia ser maluco. Até a hora que eu fui embora, ele continuava gritando.
Caso Bizarro 2: Na última vez que fui ao Compre Bem, chego ao caixa lotada de compras e na hora de empacotar não tinha sacolinhas. Pedi e o caixa mal humorado me dá UMA. Eu educamente pedi: você pode me dar mais algumas? Ele olha pra cima de saco cheio e joga mais UMA em cima do balcão. Eu: “moço, estou levando muita coisa, você quer que eu leve como?” Ele fez de conta que não ouviu. Eu pego um bolo de sacolinhas no caixa de trás, dou pra ele e digo: “você deve estar precisando mais do que eu”. Eu pago e ele joga o troco em cima de mim. O que você faz???????? Chama o gerente! Cadê o gerente?? Não tem!!!! GRRRRRRRRRRRRR AAAAAAAAAAAAAAA EU ODEIOOOO O COMPRE BEM COM TODAS AS MINHAS FORÇAS!!!
Caso Bizarro 3: Ontem estava pagando no caixa do Pão de Açúcar e chega um casal atrás de mim. Na verdade eu nem olho pro lado, sou meio tímida então sou super na minha. Mas percebi que era um casal bonito quando começaram a discutir. E cada vez mais alto. E aí percebi que estavam brigando por minha causa. O cara era um imbecil galinhão que pelo jeito não tava respeitando a mulher dele. Enfim..mó barraco! O caixa super sem graça me olhando com solidariedade e o empacotador ligando na velocidade máxima pra eu sair dali rápido. E eu saí dali rapidinho, antes que eu me metesse na briga por estarem falando da minha pessoa.
E teve também o caso de eu estar entrando no estacionamento no Frei Caneca e a cancela tossir e pedir desculpas..quando eu estava pegando o ticket. (e não, não era o programa do L. Huck..ele ainda não tinha esse qudro..rs)
São taaantos casos que só escrevendo um livro.
A quem me lê e me ouve,
Um beijo,
ALANA.
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